Uma semana na Grécia

Olha eu aqui de novo escrevendo sobre a viagem para a Grécia mais de um mês atrasada… A gravidez me deixa tão ocupada (não apenas com os preparativos, mas também com o sono e cansaço extra) que acabo sem vontade de escrever. Além de que já uso o computador por tempo suficiente contando o trabalho na uni e as pesquisas sobre as coisas que preciso para o Manuel.

Quando meus enjoos pararam, resolvemos que era hora de fazer a viagem que estava nos planos desde o casamento (meu sonho era ter ido pra Grécia na lua de mel). Nós já estávamos há algum tempo conversando sobre isso, na verdade desde o ano passado, então já sabíamos para onde queríamos ir. A ilha escolhida para nossa viagem foi Creta. Os motivos eram vários, primeiro porque de Innsbruck tem voo direto para lá, segundo por ser uma ilha grande com várias praias diferentes (e nós gostamos de rodar de carro e conhecer outros lugares) e terceiro por ser perto de Santorini, que era o lugar que eu mais queria conhecer na Grécia.

Compramos um pacote com as passagens de avião, transfer do aeroporto para o hotel e hotel (7 noites, com café da manhã e janta) pelo site Expedia.de, que foi onde achamos o melhor custo-benefício entre os sites que vendem esses pacotes. No começo não sabíamos direito em que parte da ilha queríamos ficar, então analisamos bem o mapa e as estradas principais da ilha, e resolvemos que ficaríamos no norte da ilha, pois de lá que saem os ferries para Santorini e as estradas pareciam dar acesso a todos os cantos da ilha com mais facilidade. O próximo passo para a escolha do hotel foi o preço, fotos e ranking no booking.com. O hotel com melhor preço e que aparentava ser mais moderninho e tinha bons comentários foi o escolhido. Nosso hotel chamava Minos Mare, e ficava localizado na cidade de Rethymno – não era no centro da cidade, mas num mini centrinho bem preparado para turistas (com muitas lojinhas e restaurantes).

O hotel ficava bem de frente para a praia e tinha uma área de lazer legal com duas piscinas. O mar da praia em frente ao hotel era muito bom, com pouca ou quase nenhuma onda. Alguns dias o mar estava limpinho e delicioso, mas outros dias tinha bastante plástico (apesar da água sempre clarinha). Fiquei triste com a quantidade de plástico que vimos por lá… Se é ruim pra gente, imagina pros peixinhos. O pôr do sol também era bem bonito naquela praia.

Hotel Minos Mare

Pôr do sol na praia em frente ao hotel

Alguns dias ficamos só no hotel mesmo, aproveitando a praia e a piscina. Mas também acabamos alugando um carro para desbravar a ilha. Existem várias opções de tours com guias, oferecidos pelas agências de viagens. Nós preferimos fazer nosso roteiro e otimizar nosso tempo fazendo tudo de carro mesmo. Assim também pudemos ser flexíveis e parar em outras cidades ou praias que não estavam no roteiro inicialmente. As estradas por lá eram ok em sua maioria, mas tinham alguns trechos bem esburacados. Se localizar na ilha é bem fácil, e apesar de termos GPS, acho que não seria difícil dirigir por lá sem um ou apenas usando um mapa. Uma coisa muito curiosa por lá é o jeito que os carros andam nas estradas principais. A maioria das estradas não tem duas vias, então para otimizar as ultrapassagens, os motoristas que andam mais devagar trafegam quase pelo acostamento. Assim, os motoristas rápidos podem ultrapassar com mais facilidade. No começo a gente não tinha entendido direito esse esquema e acabamos levando muitas buzinadas por andar “normal” por lá. Até que depois de ver que todo mundo anda pelo acostamento – a não ser que esteja ultrapassando – começamos a seguir as “regras”. Outra coisa curiosa é que praticamente nenhum motociclista usa capacete. Talvez 10% use capacete. Sem brincadeira. Vimos até pais com crianças na moto, todos sem capacete. :O

Quando fomos alugar o carro, pedimos para o atendente nos dar uma consultoria sobre as praias que deveríamos visitar. Algumas praias já estavam nos planos pois tínhamos pesquisado um pouco antes da viagem, outras foram recomendadas por ele. E teve até uma região que queríamos conhecer pois estava na lista de “must see” da ilha, mas por estar grávida fomos desaconselhados de ir para lá por alguns motivos (caminhadas longas, estradas ruins, falta de infraestrutura).

Elafonissi: A uma das praias mais lindas que já vi na vida. Sem exageros. O lugar é realmente o paraíso. A água é turquesa, a areia é clarinha e fininha, a área ao entorno da praia é um espetáculo também. Sem dúvida um lugar que não se deve deixar de ver ao visitar Creta. Chegar até lá é meio chatinho. A estrada é ruim e bem estreita, e a viagem do hotel até lá demorou umas 2,5 horas. Mesmo assim eu não deixaria de ir, pois é realmente fascinante. Foi o highlight da ilha, sem dúvida.

Matala: É uma praia pequeninha, mas muito bonitinha. É uma praia famosa por ser frequentada por hippies, e acho que deve ser bem badalada a noite. Como fomos de dia, não vimos essa parte, mas vimos bastante barzinhos. Os cartões postais e camisetas com fotos e frases sobre Matala deram a entender isso, talvez eu esteja errada, mas acho que é praia de jovens. O pôr do sol lá também é para ser muito lindo (não vimos ao vivo, mas por fotos). Apesar de não termos entrado no mar (não “pegamos praia” lá), valeu a pena a visita.

Plakias – Frangokastello: Fomos aconselhados a fazer um tour por essa região, e realmente gostamos muito do passeio. A estrada entre essas duas cidades fica no alto da montanha, então a vista que se tem de dentro do carro durante a viagem é muito bonita. Paramos em algumas praias nesse trajeto só para olhar a paisagem mesmo. Ah, também passamos por umas estradinhas muito bizarras, bem estreitas e esburacadas, mas foi um dos passeios mais legais.

Plakias - Frangokastello

Chania: É a segunda maior cidade de Creta (perde apenas para Heraklion, que é a capital). Na volta de Elafonissi, paramos por lá para uma visita pois ficava bem no caminho. A cidade velha era bem bonitinha, com certeza vale uma visita. Os guias turísticos falam que é legal ficar na região do porto velho, onde existem vários barzinhos a beira mar, e que a noite por lá é bem romântica. Como o pôr do sol naqueles dias era meio tarde (pelas 21:00) e estávamos bem cansados do dia, acabamos não ficando muito tempo por lá.

Chania

Rethymno: Como estávamos mais afastados da cidade, tiramos uma tarde para conhecer o centro histórico, que também era bem recomendado pelos guias. Preciso dizer que valeu a pena. Gostei muito do passeio. O centro histórico é bem como de outras cidades de tamanho médio, com vários restaurantes e lojinhas, mas com a vantagem de ter uma beira mar muito agradável também. Aproveitamos esse dia para comprar alguns souvenires e bater perna.

Rethymno

Se as descrições dos lugares e as fotos ainda não convenceram que Creta é um ótimo lugar para tirar férias, aqui vai o melhor de tudo: a comida. Eu conhecia comida grega só de ir em restaurantes aqui em Innsbruck, onde eu acabava sempre pedindo o mesmo prato (pois sou daquelas que, se gosto de algo, tenho medo de pedir outra coisa e acabar arrependida… rs). Lá acabamos comendo várias outras comidas gregas, e preciso dizer que TUDO que comi era maravilhoso. E barato (comparado com o que pagamos para comer aqui). Eu viciei em Tzatzike (um molho preparado com iogurte, pepino, azeite, sal, alho e pimenta) que vai com tudo que é comida… Se tá sem gosto, taca um tzatzike que vai ficar bom, sem dúvida. Aqui em casa agora sempre tem Tzatzike. Mas fora isso, todo o resto era muito bom. Apesar de não gostar de azeitonas (mas amo azeite de oliva, vai entender), até acabei comendo algumas vezes, porque eles colocam azeitona em quase tudo também. Em todo caso, se for para lá, prepare-se para engordar. Não tem como escapar disso… 😉

Agora vou contar um pouco sobre a viagem para Santorini. Resolvemos fazer uma day trip para lá com o Catamarã direto de Rethymno. Reservamos o tour com uma agência e o tour era feito pela empresa Seajet. O transfer passou para nos pegar no hotel bem cedinho, chegamos no porto e já entramos na fila para embarcar. O Catamarã era gigante e mega potente, era até meio assustador o barulho das turbinas e a faixa branca de espuma que ele deixava no mar. A viagem – contando embarque e desembarque – durou cerca de 3 horas. Chegando na ilha, já fomos direcionados para nosso ônibus com guia turístico. O dia estava todo planejado e o tempo em cada lugar da ilha era bem curto. Primeira parada era a cidade de Oía. Essa é a cidade dos cartões postais de Santorini, onde dizem ser o pôr do sol mais lindo do mundo. A cidade é realmente incrível, bem como nas fotos. Como tínhamos pouco tempo (1 hora para conhecer a cidade), precisamos correr para ver o que queríamos, tirar fotos, comer algo e voltar para o ônibus. De lá fomos para Fira, que é a capital da ilha. A cidade era bonitinha, mas depois que a gente viu Oía, nada pode encantar mais. O tour tinha duas opções: ficar em Fira por 3 horas ou seguir de lá para a praia de Perissa. Como nossa intenção era conhecer o máximo da ilha, fomos para a praia. Essa praia tem uma areia escura e grossa, que queima o pé mesmo estando de chinelo. Mas o mar era uma delícia, e como o dia estava super quente, fazer essa escolha foi a melhor decisão do dia. De lá, voltamos para o Catamarã e depois de mais 3 horas de viagem estávamos de volta a Creta.

A opção de bate e volta para Santorini foi, para nós, muito boa. Apesar de pouco tempo em cada lugar, eu realizei meu sonho de conhecer a ilha. Como é um lugar muito turístico, acho que agora na gravidez não teria sido muito inteligente ficar por lá. A ilha é bem pequena (comparado com Creta) e as estradinhas são muito íngremes e cheias de curvas. Para nós, passar o dia lá já foi suficiente. Sem dúvida ficar por lá deve ser maravilhoso, mas Creta também foi ótimo. Tudo que fizemos nesses 7 dias na Grécia foi ótimo. Ah, e quase esqueci de mencionar uma das coisas que mais me impressionou por lá: a hospitalidade dos Gregos. Gente, que pessoas mais simpáticas! Fiquei impressionada. Conheço bastante gregos por aqui e acho todos eles muito simpáticos e queridos, mas realmente parece que lá todo mundo é assim mesmo! Ganhei vários mimos em restaurantes e lojas por estar grávida (todo mundo ficava fazendo perguntas e sorrindo para mim). Foi muito legal.

E é isso, post longo, mas é que tinha muita coisa para contar mesmo. Agora entendem o porquê da demora em escrever, né. 😉

Em breve escreverei um pouco sobre como está sendo esse terceiro trimestre da gravidez.

Um beijo!

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Showing 3 comments
  • Juliana Galante

    UAAAU!!! Nossa, que vontade de entrar num avião e ir direto pra Grécia, que fotos lindas!!!! Uma praia mais maravilhosa que a outra… E estou imaginando aqui a comida desse lugar . Tenho que ir um dia!

  • Nathalia Arduini

    Uauuu mesmo!! Muito lindo!! Também quero ir!! A barriga já esta roncando aqui! Adorei o post e as fotos!!

  • Carolina

    Oi, Mari. Desculpa perguntar isso em um post nada a ver mas não consegui encontrar algo mais condizente com o assunto. Enfim, tu começou na Austria como au pair ne?! Então, só queria saber se tu precisou validar algum documento no Itamaraty ou na Embaixada antes de ir. Como foi teu processo de visto?

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